Artista Plástico

(autor desconhecido)

Esta é uma história sobre um rapaz, um artista plástico que fazia vasos… vasos de barro.

Ele tinha um ateliê que ficava numa praça, e ali ele ficava vendo o movimento enquanto trabalhava em suas peças. Mas ele era perfeccionista, se o vaso saía um pouquinho torto, não o agradava, ele jogava o vaso fora. E assim ele perdia inúmeros vasos, porque eles saíam tortos.

Um dia, passava uma moça linda pela praça, e ele ficou observando aquela mulher maravilhosa, e sua mão errou, e o vaso saiu torto. Ele já ia desprezando o vaso, quando a moça chegou perto, pedindo para comprar aquele determinado vaso torto. Ele ficou um pouco sem graça, disse a ela que não estava à venda, que o vaso estava estragado. Mas ela insistiu, queria exatamente aquele vaso torto. Ele acabou cedendo o vaso à moça. Outro dia a moça passa novamente na praça, ele erra a mão outra vez no vaso, e a moça acaba ficando com mais um vaso torto. Esta cena se repete algumas vezes.

Depois de algum tempo, a moça lhe traz um convite para exposição de objetos de arte, onde o expositor era ele. Ele, muito assustado e sem graça, perguntou à moça: “Eu, mas como?”. E ela disse: “Eu resolvi expor suas obras de arte. São vasos lindos, são obras-primas”.

Toda obra-prima é aquela obra feita num único momento de inspiração, onde a mão se coloca perfeita num momento perfeito, e faz algo que outra pessoa não pode fazer igual. Nunca, jamais.

Isso é uma obra-prima.

O rapaz, meio sem graça entendeu, e valorizou aquele ato tão delicado de uma expert em artes. E daí para frente ele entendeu que toda obra é única.